Monday, March 09, 2009
Wednesday, November 26, 2008
Sunday, November 09, 2008
Monday, July 07, 2008
comprei um livro
Comprei um livro para a minha sobrinha Matilde, escrito pela Matilde.
O livro fala da avó da Maria, da avó que tinha um cão e se chamava Amélia. A minha mãe... a minha mãe também se chama Amélia e no livro ela tinha um telemóvel. Não, não é a minha mãe, a avó Amélia! Ela vivia sozinha e ao telemóvel falava com os filhos e com os netos que estavam longe e por isso não iam vê-la. Vinha à janela ver os vizinhos, falava com o cão e recordava o marido, "tão amigo o seu marido!".
À noite vinha ver as estrelas e a lua e nos dias de tempestade ficava sentada à lareira por causa dos trovões, de que tinha medo.
Lembrava-se de muita coisa de quando era menina, de quando andava descalça, de quando tinha que ajudar a mãe a trabalhar, de quando não foi mais à escola... lembrava-se de tudo muito bem!
Um dia, sonhou que:
"lhe aparece um cavalo branco, muito branco e alguém (quem?) lhe gritou:
- Amélia, monta! Monta! Depressa! Voa. Amélia! Despacha-te Amélia! (...)
Agarrou-se com dificuldade às crinas ásperas do cavalo.
E o cavalo voou, voou... Talvez o dia inteiro."
Um dia, numa festa linda, na mais bela festa que se lembrava, com toda a gente de quem gostava em volta dela e a sorrir como sempre sorria, adormeceu.
Sonhou que voava no cavalo branco, que segurava com força as crinas ásperas. Mas mesmo ásperas não as largou e voou, voou... voou o dia inteiro! e a noite também!
Vocês podem pensar que ela não disse adeus, mas eu sei que lá do alto ela olhou para baixo e deixou cair um beijo para cada um de nós que ainda não encontrámos o nosso cavalo voador.
Pois é, o livro fala um pouco de todas as avós, não o vou dar à minha sobrinha. Fica para mim o livro que fala da minha avó.
O livro fala da avó da Maria, da avó que tinha um cão e se chamava Amélia. A minha mãe... a minha mãe também se chama Amélia e no livro ela tinha um telemóvel. Não, não é a minha mãe, a avó Amélia! Ela vivia sozinha e ao telemóvel falava com os filhos e com os netos que estavam longe e por isso não iam vê-la. Vinha à janela ver os vizinhos, falava com o cão e recordava o marido, "tão amigo o seu marido!".
À noite vinha ver as estrelas e a lua e nos dias de tempestade ficava sentada à lareira por causa dos trovões, de que tinha medo.
Lembrava-se de muita coisa de quando era menina, de quando andava descalça, de quando tinha que ajudar a mãe a trabalhar, de quando não foi mais à escola... lembrava-se de tudo muito bem!
Um dia, sonhou que:
"lhe aparece um cavalo branco, muito branco e alguém (quem?) lhe gritou:
- Amélia, monta! Monta! Depressa! Voa. Amélia! Despacha-te Amélia! (...)
Agarrou-se com dificuldade às crinas ásperas do cavalo.
E o cavalo voou, voou... Talvez o dia inteiro."
Um dia, numa festa linda, na mais bela festa que se lembrava, com toda a gente de quem gostava em volta dela e a sorrir como sempre sorria, adormeceu.
Sonhou que voava no cavalo branco, que segurava com força as crinas ásperas. Mas mesmo ásperas não as largou e voou, voou... voou o dia inteiro! e a noite também!
Vocês podem pensar que ela não disse adeus, mas eu sei que lá do alto ela olhou para baixo e deixou cair um beijo para cada um de nós que ainda não encontrámos o nosso cavalo voador.
Pois é, o livro fala um pouco de todas as avós, não o vou dar à minha sobrinha. Fica para mim o livro que fala da minha avó.
Thursday, June 19, 2008
murderer
One more thing before I go
One more thing I'll ask you Lord
You may need a murderer
Someone to do your dirty work
Don't act so innocent
I've seen you pound your fist into the earth
And I've read your book
It seems that you could use another fool
Well I'm cruel
And I look right through
You must have more important things to do
So if you need a murderer
Someone to do your dirty work
Murderer by Low
One more thing I'll ask you Lord
You may need a murderer
Someone to do your dirty work
Don't act so innocent
I've seen you pound your fist into the earth
And I've read your book
It seems that you could use another fool
Well I'm cruel
And I look right through
You must have more important things to do
So if you need a murderer
Someone to do your dirty work
Murderer by Low
Saturday, June 07, 2008
tenho saudades tuas... posso telefonar-te?
foto by Gelsomina
será que algum dia me vais voltar a atender o telefone?
será que algum dia me vais sair do pensamento?
tenho-te na memória a cada minuto que passa como uma recordação que insiste e persiste em não desaparecer... para sempre vou lembrar as tuas mãos e esse teu sorriso que me encanta.
Continuo com a mesma vontade de sempre de te beijar, mesmo que saiba que isso esteja ainda muito longe de voltar a acontecer!
Não quero que esta sensação de presença constante vá desaparecendo, apesar de te saber longe para sempre...















